Structures – realizado por Piotr Kamler em 1961 com música de Ivo Malec. Read the rest of this entry
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Sur Incises
That’s very difficult to judge immediately, because we tend to relate value and style especially when looking at the past. When you are in the present, that is not always the case, because some works that don’t have an immense value nevertheless may have a kind of stylistic impulse which is necessary for this period. There are some works which are much better made, let’s say, much better fabricated; and they are not interesting because they don’t bring anything. So we are always too close to the fact, although you can have your personal judgement, of course; and I have my own judgements on things.
There are many ways of approaching the problems of music nowadays. But I think there are two things which I don’t like. First, the explicit reference to the past; because I think that’s useless. Second, oversimplistic solutions, which I find really useless. Sometimes when I read some manifestos not manifestos, but declarations of composers who want very simple styles, and so on, I think of what we have gone through historically in 1947, 1948, when you had the Stalinists saying that people should be happy…This kind of simplistic view is completely contradictory to the human being! The human being is not simple. The human being is really complex. When you have composers behind you like Wagner or Mahler, just to take two examples, who did find solutions which are challenging to you, you cannot say that they did not exist or were too complex, so let’s do something simple. Sometimes these kinds of solutions remind me of fast-food restaurants: convenient but completely uninteresting.»
Moi, … jeu
Moi, …jeu de Bruno Mantovani para marimba solo. Read the rest of this entry
Guernica em 3 D
Pablo Picasso — Guernica em 3 D — Lena Gieseke — retirado daqui
Música de Manuel de Falla — Siete canciones populares españolas Read the rest of this entry
The Hand
Jiri Trnka (1912 / 1969 – Republica Checa) é considerado um dos maiores realizadores de cinema de animação do Leste Europeu. Influenciado pela tradição do teatro de marionetas checo, Jiri Trnka baseia principalmente as suas curtas metragens em temas infantis, com a excepção do filme The Hand no qual o realizador se debruça sobre a temática do comunismo.
The Hand (1965) o último filme de Jiri Trnka, é talvez o mais famoso e polémico do seu acervo. Conta a história de uma Marioneta que é constantemente perseguida por uma Mão gigante.
A pequena Marioneta dá vida à personagem principal; um escultor que é impedido de realizar a sua vontade artística, pela figura de uma Mão, representativa do despotismo das sociedades totalitárias.
Nesta história bastante actual, a Mão invade a vida do Artista, impondo-lhe a realização de esculturas sobre ela própria. Quando o Artista se tenta libertar desta imposição, é preso por desobediência civil, acabando por morrer. No final a Mão que lhe causa a morte, organiza-lhe por contradição , um funeral com honras de Estado.
A história poderia ser a do próprio Trnka, relatando as dificuldades por que passou enquanto artista no seu país natal. Segundo Edgar Dutka, Trnka prevê o seu próprio fim. Quando morreu também ele teve um funeral com honras de Estado, mas passados quatro meses, a policia secreta ,confiscaria todas as cópias proibindo a sua visualização durante vinte anos.
Modulador de Espaço – Luz
No início da década de 20 o ideal do constructivismo soviético teve repercussões na Europa ocidental, os ideais do Manifesto Realista chegam à Alemanha no início da década de 20 por intermédio de Gabo e Pervsner e instala-se na Bauhaus pela influência dos escritos de El Lissitzky que baseava a sua pintura nos mesmos princípios que Gabo. Com a chegada do construtivismo à Bauhaus e apesar das experiências realizadas na escultura serem deixadas para segundo plano, foi aqui que Moholy-Nagy se definiu como o primeiro artista multimedia moderno.
Nagy alargou o conceito de escultura introduzindo o movimento e a abertura reformulando a relação entre o espaço, tempo, material e luz. O Modulador de Espaço – Luz, concluído por Nagy em 1930, era uma escultura que transformava a sua aparência através do movimento e da projecção de luz., destinada a uma representação teatral, sintetiza as considerações sobre o papel do espaço e do tempo na escultura, desenvolvidas no início do século XX.
(“Ein Lichtspiel schwarz weiss grau” filme baseado na escultura cinética “Modulor de Espaço – Luz de 1930 da autoria de Moholy – Nagy)
… la bellezza della velocità
No início do século XX quando a escultura ainda era guiada pelos princípios figurativos de imitação da natureza, a publicação do primeiro manifesto futurista redigido por Marinetti, teve repercussões decisivas no desenvolvimento da arte moderna do século XX. Publicado em Paris em 1909, sustinha ideais de plena ruptura com os valores do passado, que serviriam de base a todo o movimento futurista. Para alem da exaltação agressiva de destruição de tudo aquilo que perpetuava as tradições passadas, como as bibliotecas, livrarias e museus, o manifesto de Marinetti confere à velocidade um “valor plástico”.
O movimento futurista constituído por um grupo de artistas dos quais se destacam: Boccioni, Carrá, Russolo e Severini, transferem para a criação artística, os ideais de Marinetti. Os futuristas representam através da arte o desenvolvimento tecnológico do início do século XX, desmistificando o conceito de beleza assim como o tipo de materiais utilizados na criação artística. Influenciados pelo filósofo francês Henri–Louis Bergson, a arte é para os futuristas uma representação dinâmica da realidade.
MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le Fígaro”)
1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.
2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.
3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.
4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.
5. Nós queremos glorificar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.
6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e liberdade, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.
7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.
8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade omnipotente.
9. Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.
10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda a natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda a vileza oportunista e utilitária.
11. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas lutas eléctricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.
Filippo T. Marinetti
Mikrophonie I (2)
(extracto da partitura — Mikorphonie I)
I had bought a large tam-tam for the composition Momente and set the instrument uo in the garden. Last summer I therefor made a number of experiments in which I excited the tam-tam to vibration using most varied objects — made of glass, card-board, metal, wood, rubber or plastic — which I had assembld from arround the house. In one hand I held a highly drectional microphone that was connected to a filter; the output of the filter was connected to a potenciometer, whose output was in turn made audible by speakers. Meanwhile, my assistant, Spek, improvised at the controls of the filter and the potenciometer. At the same time, we recorded the result on tape. Read the rest of this entry










