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Arquivo de etiquetas: Relatório de avaliação

O mito anda por todo lado

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Afinal o “mito da individualidade e da precocidade” não atinge só Portugal.

 

Junior Trinity – 3-19 year olds
Main Programme
There are thirty teaching weeks per year plus one week each term for masterclasses and other activities. There is one week off for half term. The Junior Trinity day starts around 8.00 – 9.00am and finishes around 5.00pm.
• AM individual lessons, classes and chamber music

• Weekly lunchtime concert
• PM larger ensembles & choirs and individual lessons

Royal Scottish Academy of Music and Drama
*90 minute individual lesson, 30 weeks of the year
* Chamber Music coaching
* Coaching for singers
* Weekly performance classes with professional accompanists
* Second study instrumental/vocal lessons
* Three opera productions per year
* Highly developed Orchestral/Band programme

Conservatori Liceu Barcelona
Grado Medio

Guildhall School of Music & Drama
Music Course
This is designed for students with exceptional musical ability aged 8 to 18 (singers from mid teens to 20). It is a comprehensive programme carefully designed to give pupils a balanced exposure to the discipline of music through individual instrumental lessons, chamber music, orchestras and large ensembles, workshop activity, classes and frequent performance opportunities. Pupils receive the type of considered personal attention young musicians really need with the timetable tailored to the individual needs of each student. An exciting curriculum combined with the School’s modern facilities and professional staff create a unique environment for aspiring performers.

O que vale é que o Jorge Ramos não sabe disto, senão ia já a correr impor a ordem.
Tanta aula individual! – “não há país rico que aguente”

 

Relatório confuso

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Mais uma vez o Tónica Dominante fez referência aqui ao famoso relatório de avaliação do Ensino Artístico. No excerto publicado, o Ministério da Educação tenta justificar a existência de aulas individuais de instrumento, unicamente por se assistir a uma redução do nº de alunos no decorrer do século XX, não considerando por isso que possam existir certas especificidades no Ensino Artístico que obriguem a sua pratica.

 

Vejamos então novamente o relatório:

“O ensino da Música é actualmente disponibilizado em 6 conservatórios públicos, 98 escolas de ensino particular e cooperativo e em 7 escolas profissionais”

“Tem havido um número crescente de alunos que pretende estudar nos conservatórios públicos, verificando-se que a oferta existente não consegue responder satisfatoriamente à procura. Mesmo para os chamados cursos de iniciação há sempre bastantes mais pedidos de ingresso do que vagas existentes. No que se refere ao curso básico e ao estudo da maioria dos instrumentos a procura chega a ser três vezes superior à oferta que os conservatórios conseguem organizar. Para certos instrumentos pode haver 8 vagas para mais de 100 candidatos!”

Afinal sempre há muitos alunos!
Daqui conclui-se que:

“Uma expansão de oferta de cursos de natureza artística deverá ser construída equilibradamente (…) A refundação das escolas públicas do ensino especializado da Música e Dança, que deverá prever uma rede mais alargada da oferta actualmente existente, sem que tal signifique necessariamente a criação de mais conservatórios.”

Agora baralhei-me!
O que fazer a todos estes alunos que pretendem estudar música, e que sistematicamente ficam excluídos do ensino?

“Parece óbvio e os resultados deste estudo confirmam-no que a oferta de disciplina de natureza artística no ensino básico genérico é no essencial adequada”

Agora já percebi: os mais pobrezinhos têm que se contentar com as actividades de “desenriquecimento” curricular oferecidas pelas escolas de ensino regular, enquanto que os mais afortunados poderão pagar uma propina nas escolas particulares de Ensino Artístico Especializado. É isto a verdadeira democratização do ensino.

 

 

Ensino Arístico – o fim chegou

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Para assistir à condenação à morte do Ensino Artístico Especializado, aconselho vivamente a visita a três blogues de referência: Ideias Soltas, Movarte e Tónica Dominante.
Tudo aí já foi dito à cerca do plano de extermínio do Ensino Artístico, elaborado pelo Ministério de Educação.

Realçando e citando a ideia lançada pelo Tónica Dominante , é imperioso que Portugal se actualize.
A publicação que fiz neste blog intitulada “Uma aula por Rubinstein”, não foi mais do que um devaneio saudosista que devo corrigir, visto que está completamente desajustada dos requisitos da vida do português moderno. Por isso caro leitor, não lhe ponha os olhos nem os ouvidos em cima, porque a partir de agora este modelo antiquado de aula de instrumento finalmente vai terminar.
Os Conservatórios vão aderir aos tempos modernos. Em vez de aulas individuais, vão ter aulas de grupo com um professor moderno (perfeitamente apto para gerir uma classe de grupo), alunos modernos, pianos modernos com headphones (ver foto), música moderna, tudo isto bem ao jeito do método Yamaha.
Por ultimo, o fim tão almejado de algumas disciplinas de conteúdos obsoletos como a História da Música e Acústica Musical. Para já não falar da redução do número de três horas semanais para uma hora semanal da inútil disciplina de Análise e Técnicas de Composição – (a meu ver uma medida tímida – que se acabe já com ela também!) .
Com isto novos tempos se avizinham: ensino de excelência capaz de formar novos públicos plenos de entendimento para poderem desfrutar das peças do La Feria (aqui tão perto), dos concertos da Ruth Marlene do Toy e do Joy e outros tantos de tão difícil conteúdo.

 

 

 

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