RSS Feed

Arquivo de etiquetas: Manifesto

A Arte do Ruído

Posted on

O século XX foi pródigo na criação de um novo instrumentário musical, resultante de um abrupto avanço tecnológico, que permitiu concretizar em parte uma ideologia estética nascente, assente numa premissa fundamental: o culto da máquina como objecto de criação artística. Inicialmente foi o movimento futurista que mais contribuiu para este feito, com a criação de máquinas produtoras de ruídos. (…) ©

A palavra de ordem lançada por Marinetti em 1909, foi acompanhada da mesma forma revolucionária por vários compositores futuristas.

Read the rest of this entry

Modulador de Espaço – Luz

Posted on

No início da década de 20 o ideal do constructivismo soviético teve repercussões na Europa ocidental, os ideais do Manifesto Realista chegam à Alemanha no início da década de 20 por intermédio de Gabo e Pervsner e instala-se na Bauhaus pela influência dos escritos de El Lissitzky que baseava a sua pintura nos mesmos princípios que Gabo. Com a chegada do construtivismo à Bauhaus e apesar das experiências realizadas na escultura serem deixadas para segundo plano, foi aqui que Moholy-Nagy se definiu como o primeiro artista multimedia moderno.

Nagy alargou o conceito de escultura introduzindo o movimento e a abertura reformulando a relação entre o espaço, tempo, material e luz. O Modulador de Espaço – Luz, concluído por Nagy em 1930, era uma escultura que transformava a sua aparência através do movimento e da projecção de luz., destinada a uma representação teatral, sintetiza as considerações sobre o papel do espaço e do tempo na escultura, desenvolvidas no início do século XX.

(“Ein Lichtspiel schwarz weiss grau” filme baseado na escultura cinética “Modulor de Espaço – Luz de 1930 da autoria de Moholy – Nagy)

Fundação Moholy – Nagy

Constructivismo Russo

Posted on

A ligação dos elementos espaço/tempo na percepção e construção do objecto artístico, iniciada pelos futuristas, influenciou os movimentos artísticos que se seguiram. Em 1921-22, os construtivistas russos, dos quais se destacam, Rodchenko, Vladimir e Guéorgui Stenberg, Médounetsky, Ioganson, levam esta noção de movimento mais longe e constroem as primeiras esculturas móveis da história da arte do século XX.

(Naum Gabo – Construção Linear – Escultura)

Tal como os futuristas, os artistas russos construtivistas defendem que a arte se deve apoiar na tecnologia, deixando de manifestar uma ideologia, o objecto artístico deve participar activamente na vida humana. Daqui nasce o Manifesto Realista do qual Naum Gabo e Anton Prevsner são signatários, afirmando que: “ espaço e tempo são as únicas formas em que vida se constrói e, portanto, a arte deve também ser construída desta forma.”

 

(Alexander Rodchenko, Desfile da sociedade desportiva do “Dynamo”, 1932)

(Alexander Rodchenko)

“Desenvolvimento de uma Garrafa no Espaço”

Posted on

Após o impacto produzido pela revolução ideológica de Marinetti, uma longa série de publicações de manifestos lhe seguiram, das quais se destaca, o Manifesto Técnico da Escultura Futurista escrito por Boccioni em 1912, que reformula os princípios da escultura moderna do século XX. A proclamação do conceito de velocidade como um “valor plástico”, repercute-se na escultura de Boccioni na medida em que este a liberta da sua natureza estática. (Como todos os futuristas, Boccioni revela o gosto pelo movimento e pela velocidade que agem como metáforas do progresso da vida moderna.)
A escultura “Desenvolvimento de uma Garrafa no Espaço” (1912), sintetiza as preocupações de Boccioni proclamadas no seu manifesto. É uma natureza morta composta por uma mesa, uma garrafa, um prato e um copo, que pretende criar ao observador a ilusão de movimento. A escultura quando é observada frontalmente cria uma ilusão de movimento, tal como se fosse o próprio observador a mover-se em torno dela. A escultura de Boccioni habita num espaço idealizado, imaginário, em que a ilusão de uma sucessão temporal é criada através da visualização simultânea de todos os pormenores da escultura. Através do movimento do objecto escultural, “o tempo torna-se visível no espaço”

… la bellezza della velocità

Posted on

No início do século XX quando a escultura ainda era guiada pelos princípios figurativos de imitação da natureza, a publicação do primeiro manifesto futurista redigido por Marinetti, teve repercussões decisivas no desenvolvimento da arte moderna do século XX. Publicado em Paris em 1909, sustinha ideais de plena ruptura com os valores do passado, que serviriam de base a todo o movimento futurista. Para alem da exaltação agressiva de destruição de tudo aquilo que perpetuava as tradições passadas, como as bibliotecas, livrarias e museus, o manifesto de Marinetti confere à velocidade um “valor plástico”.
O movimento futurista constituído por um grupo de artistas dos quais se destacam: Boccioni, Carrá, Russolo e Severini, transferem para a criação artística, os ideais de Marinetti. Os futuristas representam através da arte o desenvolvimento tecnológico do início do século XX, desmistificando o conceito de beleza assim como o tipo de materiais utilizados na criação artística. Influenciados pelo filósofo francês Henri–Louis Bergson, a arte é para os futuristas uma representação dinâmica da realidade.

 

MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le Fígaro”)

1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.

2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.

3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.

4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.

5. Nós queremos glorificar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.

6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e liberdade, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.

7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.

8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade omnipotente.

9. Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.

10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda a natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda a vileza oportunista e utilitária.

11. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas lutas eléctricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.

Filippo T. Marinetti

BASTA PUM BASTA

Posted on

PORTUGAL QUE COM TODOS ESTES SENHORES CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO DO PAIZ MAIS ATRAZADO DA EUROPA E DE TODO O MUNDO! O PAIZ MAIS SELVAGEM DE TODAS AS AFRICAS! O EXÍLIO DOS DEGREDADOS E DOS INDIFERENTES! A ÁFRICA RECLUSA DOS EUROPEUS! O ENTULHO DAS DESVANTAGENS E DOS SOBEJOS! PORTUGAL INTEIRO HÁ-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA – SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE PORTUGAL TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEIADO!

MORRA O DANTAS! MORRA PIM!

Manifesto Anti-Dantas – José de Almada Negreiros Poeta d’Orpheu Futurista e Tudo

Dito por Mário Viegas

 

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.