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Arquivo de etiquetas: John Cage

John Cage e o silêncio

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As Sonatas e Interlúdios para piano preparado marcam o fim de um período e o início de uma nova fase na vida de John Cage .Depois das experiências realizadas com o piano preparado, Cage fundamenta o seu estilo em toda uma série de ideias filosóficas, que abrangem desde o Budismo Zen às teorias de Meister Eckhart, passando pela obra de Ananda Coomaraswamy. Pretendendo comprovar através da sua obra musical, o ideal da filosofia budista de negação e consequente esvaziamento do ego como um caminho possível de tornar a realidade perceptível, Cage envereda gradualmente para o abandono da intenção composicional a partir de 1951.

Se, nas suas primeiras obras escritas fundamentalmente para percussão, a fundamental preocupação era a de estabelecer uma estrutura rígida e inalterável que controlasse todo o processo composicional, gradualmente este elemento perde importância, até que por fim se extingue. Read the rest of this entry

Piano preparado II

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(tabela de preparação)

As Sonatas e Interlúdios compostas entre 1946 e 48, são das obras mais significativas para piano preparado de John Cage. As 16 Sonatas e os 4 Interlúdios são fruto da influência da filosofia e pensamento orientais — mais precisamente da tradição e estética indiana e das suas concepções acerca do papel da arte — e dos estudos de música oriental levados a cabo conjuntamente com Henry Cowell.

Com a ajuda da sua guia espiritual Gita Sharabhai, Cage conhece o “Natjashastra“, grande livro de dança e música indianas, que descreve a teoria dos rasa, ou seja das emoções permanentes — o heroísmo, o erotísmo, o cómico, o patético, a cólera, o medo, o ódio, as quais possuem em tendência comum: a aspiração à tranquilidade e à paz. As Sonatas e Interlúdios não são mais do que uma tentativa de representação dessas emoções.

Piano preparado I

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Até à década de 40, a maior parte da obra para percussão de Cage desatinava-se ao acompanhamento de coreografias A invenção do piano preparado surge a partir de um convite feito pela bailarina  Silvia Fort a John Cage para a realização de uma peça para uma das suas coreografias: Bachanal.
Bachanal pretendia recriar o espírito da dança africana e, consequentemente, os instrumentos de percussão seriam os mais indicados para o efeito. Devido às pequenas dimensões da sala onde iria ser realizado o espectáculo, Cage ficou impossibilitado de escrever para vários instrumentos de percussão como desejava, só dispondo de um piano. Inspirado na peça para piano The Banshee de Henry Cowell, (que em vez de utilizar o teclado, percutia e beliscava as cordas no interior do piano) Cage decidiu transformar o timbre do instrumento inserindo vários objectos entre as cordas. Qualquer tipo de objecto poderia fazer parte da lista de preparação; pequenos pedaços de borracha ou de pele alteravam a altura, o timbre e a afinação do piano, transformando-o numa pequena orquestra de percussão.

Indeterminacy

At Darmstadt when I wasn’t involved with music, I was in the woods looking for mushrooms. One day while I was gathering some Hypholomas there were growing around a stump not far from the concert hall, a lady secretary from the Ferienkurse für NeuevMusic came by and said, “After all, Nature is better than Art.”

In Cage, John, A Year from Monday: new lectures and writings by John Cage. Wesleyan University Press, Hanover, 1967, pp. 69

Imagem – William Gedney

The future of music

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John Cage – Variations V – 1965John Cage – Variations V – 1965
Merce Cunningham Dance Company

I believe that the use of noise to make music will continue and increase until we reach a music produced through the aid of electrical instruments wich will make available for musical purposes any and all sounds that can be heard. Photoelectrical, film, and mechanical mediums for the synthetic production of music will be explored.
Whereas, in the past, the point of disagreement has been between dissonance and consonance, it will be, in the immediate future, between noise and so-called musical sounds.
The present methods of writting music, principally those which employ harmony and its reference to particular steps in the field of sound, will be inadequate for the composer, who will be faced with the intire field of sound.
New Methods will be discovered, bearing a definite relation to Shoenberg’s twelve-tone system.

John Cage in Silence

 

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