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Siza Vieira

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Siza Vieira regressa à Faculdade de Arquitectura

Álvaro Siza Vieira, nome maior da arquitectura portuguesa e decano da Escola do Porto, vai “regressar” à Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), na próxima sexta-feira, dia 26 de Março, pelas 18 horas, para falar de uma das suas mais emblemáticas obras, a propósito do debate: “Fundação Iberê Camargo: o projecto, a obra, as tecnologias”…

poesia

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Alvor

A anémona dos dias

Aquele que profanou o mar

E que traiu o arco azul do tempo

Falou da sua vitória

Disse que tinha ultrapassado a lei

Falou da sua liberdade

Falou de si próprio como de um Messias

Porém eu vi no chão suja e calcada

A transparente anêmona dos dias.

.

Sophia de Mello Breyner Andresen

“No Tempo  Dividido e Mar Novo”

Auditorium Parco della Musica: Roma

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Auditorium Parco della Musica: Roma

Projecto: Renzo Piano

Renzo Piano

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“The most fascinating adventure for an architect is that of constructing a concert hall. It might be even nicer for a violinmaker to make a violin; but (given all the differences there are in size and time) they are similar activities. Ultimately, the objective is always to make instruments that are made for playing or listening to music.
The sound is what rules. The harmonic chamber must vibrate with its frequencies and its energy.
I have often found myself in the adventure of constructing for music: From the Paris Institute of Acoustic and Musical Research with Pierre Boulez and Luciano Berio, to the Prometeo with Luigi Nono, from the Berlin Hall to the Potsdamer Platz, from the Lingotto di Torino Hall to the Niccolò Paganini Hall in Parma, and now the Roman Auditorium.
In all these projects, music has always been the focus of my attention: working with acoustics, working with musicians. The Roman Auditorium, however, is not simply an Auditorium, but a complete City of Music: with three halls, an open air amphitheatre, large rehearsal and recording rooms.
The Roman adventure, therefore, has been enriched by an important urban dimension: The Auditorium is not simply a musical establishment; there is also a square, Santa Cecilia, people who work there, there are shops, bars and restaurants.
All these activities add an additional dimension to the project: to give an urban sense to an area that needs urban participation.
Cultural locations, just like musical ones, have the natural ability of enriching the urban texture, stop the city’s barbarization and give back that extraordinary quality that it has always had in history. Musical instruments, therefore, are submerged in the Parco della Musica’s vegetation, which rolling down from Villa Glori, surrounds the Auditorium’s large lutes and two architectural gems such as the Flaminio Stadium and the Palazzetto dello Sport (Sport Palace) and ends up on Viale Tiziano. This gives the City of Rome a large twenty hectare Park inhabited by Music.”

Renzo Piano

Debussy: La Mer (excerto)

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Orquestra Juvenil da Venezuela

Direcção: Gustavo Dudamel

Sur Incises (III)

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Sur Incises (II)

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Sur Incises (I)

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bufos

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Quando os delatores estão em moda, vale a pena ler:

Coisa,

(…)Bufas as bufas do bufos (eis a tua biografia) e usa-las como se tudo (as ventosidades e os respectivos excretores) fosse gente. Lamentavelmente, e isso deve doer — os meus pêsames à tua mãezinha —, nunca (nem os “teus”!) algum dia te levarão a sério. O problema, bobo desta corte, é que tu próprio não passarás do vento malcheiroso dos cus que a cada tempo (há séculos) te vão expelindo.(…)


i…….

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A propósito da “manchete do i”…….  de “ o jumento” e de todos os outros…


No país dos sacanas


Que adianta dizer-se que é um pais de sacanas?

Todos o são, mesmo os melhores, às suas horas

E todos estão contentes de se saberem sacanas.

Não há mesmo melhor do que uma sacanice

Para fazer funcionar fraternamente

A humidade da próstata ou das glândulas lacrimais,

Para além da rivalidade, invejas e mesquinharias

Em que tanto se dividem e afinal se irmanam.

Dizer-se que é de heróis e santos o pais,

E ver se se convertem e puxam para cima as calças?

Para quê, que toda a gente sabe que só asnos,

Ingénuos e sacaneados é que foram disso?

Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.

Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo

da sacanice,

Porque no pais dos sacanas, ninguém pode entender

Que a nobreza, a dignidade, a independência, a

Justiça, a bondade, etc, etc, sejam

Outra coisa que não patifaria de sacanas refinados

A um ponto que os mais não são capazes de atingir,

No pais dos sacanas, ser sacana e meio?

Não, que toda a gente já é pelo menos dois.

Como ser-se então neste pais? Não ser-se?

Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.

Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma.

.

Jorge de Sena

“40 anos de servidão”

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