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Arquivo da Categoria: Fotografia

Poesia

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(casa da Pacheca)

Canção

Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo
-mãe, dou-lho ou não?

Sentada , bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?

Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
- mãe, dou-lho ou não?

.

Eugénio de Andrade

(primeiros poemas 1940-44)

poesia

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Alvor

A anémona dos dias

Aquele que profanou o mar

E que traiu o arco azul do tempo

Falou da sua vitória

Disse que tinha ultrapassado a lei

Falou da sua liberdade

Falou de si próprio como de um Messias

Porém eu vi no chão suja e calcada

A transparente anêmona dos dias.

.

Sophia de Mello Breyner Andresen

“No Tempo  Dividido e Mar Novo”

ano novo

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o Iºdia do ano  na Pousada de Sta Marinha

Surpreendeu a luxuriante vegetação espelhada no lago; o atapetado dos musgos que forrava bancos, muros e escadas; as correntes fortíssimas de água que desciam a mata   vertiginosamente,  para depois se lançarem em impetuosas cascatas; o espesso manto de folhas secas a cobrir totalmente o chão, como de confortável alcatifa se tratasse; o sol tímido por entre as ramagens  dando-nos a luz certa,  para que as cores se não perdessem, e os pássaros nos presenteassem com  seus harmoniosos cantares…Era a natureza em toda a sua  pujança, a festejar o seu primeiro dia de vida do ano 2010!

Sé Velha de Coimbra

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DSC01622_2DSC01621 os maravilhosos azulejos de aresta viva,islâmicos

DSC01629_2 ver a Cabra do ClaustroDSC01628DSC01631_2

fotos de C.C.

Conhecemos Coimbra quase desde que somos gente, e por isso, ou talvez também por isso, tenhamos banalizado as visitas que lhe temos feito. É que a cidade mantém, ao primeiro relance, o mesmo aspecto de sempre; e com a passagem do tempo, a inevitável  degradação do património arquitectónico, sem conservação, em ruas que são a sua sala de visitas, naturalmente que afasta o visitante.

Mas a cidade é riquíssima de beleza e tradições, e porque sabemos do seu valor, fomos revê-la.

Para surpresa nossa, encontramos a Sé Velha de cara lavada, e logo à entrada fomos atenciosamente informados, que o projecto “Rota das Catedrais” estabelecia um protocolo entre a Igreja e o Estado, assinado em 30/06/09, destinado à reabilitação integral da Catedral e Claustro.

Também soubemos no mesmo local, que o projecto “Univer(s/c)idade” estabelece uma candidatura da Alta de Coimbra a Património da Humanidade.

Foram boas, essas notícias.

A Sé ocupa este espaço desde o período Visigótico. Da Basílica inicial, que foi destruída, guarda-se uma pedra fundacional que pode ser vista no interior da Catedral.

Com o apoio de D. Afonso Henriques, e projecto do arquitecto francês Mestre Roberto, construiu-se a “Igreja fortaleza” que lá está, de pedra de ançã em estilo românico, com decorações de clara influência islâmica.

João de Ruão, sec.XVI, viria a enriquecê-la com a obra prima da Renascença Portuguesa, a “Porta Especiosa”, colocada no exterior do seu lado esquerdo.

Chega-se lá, estando no Arco de Almedina, pela ladeira do “Quebra Costas”


Douro

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Douro pelo Ponto de Vista

mar IV

Alvor

Alvor

LIBERDADE

.

Aqui nesta praia onde

Não há nenhum vestígio de impureza,

Aqui onde há somente

Ondas tombando ininterruptamente,

Puro espaço e lúcida unidade,

Aqui o tempo apaixonadamente

Encontra a própria liberdade

(De Mar Novo)    Sophia de Mello Breyner

mar III

fotografia de Ponto de Vista-Foz

.

Ó Poesia sonhei que fosses tudo

E eis-me na orla vã abandonada

Uma por uma as ondas sem defeito

Quebram o seu colo azul de espuma

E é como se um poema fosse nada

.

(DE Mar Novo)   Sophia de Mello Breyner

marII

fotografia de Ponto de Vista

fotografia de Ponto de Vista - Leça

As Pedras da Orla

…………………………………

Tronos da intempérie à solta.

Torres de solidões sacudidas.

Vós tendes, ó rochas do mar, a vitoriosa

Cor do tempo, a matéria gasta

Por uma eternidade em movimento.

………………………

(do Cântico Geral)  Pablo Neruda

mar I

fotografia de Ponto de Vista

fotografia de Ponto de Vista-Foz

INICIAL

O mar azul e branco e as luzidias

Pedras-O arfado espaço

Onde o que está lavado se relava

Para o rito do espanto e do começo

Onde sou a mim mesma devolvida

Em sal espuma e concha regressada

À praia inicial da minha vida

( De Dual)     Sophia de Mello Breyner

Portugal

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1975 – Primeiras eleições parlamentares

Fotografia – Jean Gaumy

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