

os maravilhosos azulejos de aresta viva,islâmicos
ver a Cabra do Claustro

fotos de C.C.
Conhecemos Coimbra quase desde que somos gente, e por isso, ou talvez também por isso, tenhamos banalizado as visitas que lhe temos feito. É que a cidade mantém, ao primeiro relance, o mesmo aspecto de sempre; e com a passagem do tempo, a inevitável degradação do património arquitectónico, sem conservação, em ruas que são a sua sala de visitas, naturalmente que afasta o visitante.
Mas a cidade é riquíssima de beleza e tradições, e porque sabemos do seu valor, fomos revê-la.
Para surpresa nossa, encontramos a Sé Velha de cara lavada, e logo à entrada fomos atenciosamente informados, que o projecto “Rota das Catedrais” estabelecia um protocolo entre a Igreja e o Estado, assinado em 30/06/09, destinado à reabilitação integral da Catedral e Claustro.
Também soubemos no mesmo local, que o projecto “Univer(s/c)idade” estabelece uma candidatura da Alta de Coimbra a Património da Humanidade.
Foram boas, essas notícias.
A Sé ocupa este espaço desde o período Visigótico. Da Basílica inicial, que foi destruída, guarda-se uma pedra fundacional que pode ser vista no interior da Catedral.
Com o apoio de D. Afonso Henriques, e projecto do arquitecto francês Mestre Roberto, construiu-se a “Igreja fortaleza” que lá está, de pedra de ançã em estilo românico, com decorações de clara influência islâmica.
João de Ruão, sec.XVI, viria a enriquecê-la com a obra prima da Renascença Portuguesa, a “Porta Especiosa”, colocada no exterior do seu lado esquerdo.
Chega-se lá, estando no Arco de Almedina, pela ladeira do “Quebra Costas”

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