Fui ver, esta noite, no Teatro Nacional S. João, Olga Roriz a interpretar com o seu corpo, Electra. As opiniões aplaudiram, e não me vou pronunciar sobre isso.
Mas já há muito tempo que não andava a pé pelas ruas próximas da Praça da Batalha, e a desolação é uma realidade. O chafariz logo alí na Praça estava seco e cheio de lixo; o percurso até à Praça dos Poveiros, passando pela Igreja de Sto. Ildefonso, é confrangedor. Edifícios em ruínas, os pavimentos de granito, novos, todos partidos, as ruas sujas com mau cheiro. E então surpreendo um diálogo de um casal, que também passava, assim:
-o homem – a rua cheira mal
-a mulher – cheira a mijo; tu não vês que esta juventude bebe muito, tem de mijar muito.
Ultrapassaram o realismo da Olga Roriz; valeu a saída.