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Arquivos Diários: Julho 7, 2009

na memória de

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Sophia de Mello Breyner Andressen

Sophia de Mello Breyner Andresen

A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.

(A hora da partida)

cinco anos depois

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