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Arquivos Diários: Maio 12, 2007

La lontananza nostalgica utopica futura

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“Caminantes, no hay caminos, hay que caminar” – Luigi Nono

Luigi Nono -La lontananza nostalgica utopica futura (1988/1989)
Madrigale per piu “caminantes” con Gidon Kremer

Melise Mellinger – Violino
Salvatore Sciarrino – Difusão sonora

Fotografia – Cornell Capa

Actividades de enriquecimento curricular

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Sobre as habilitações exigidas para a leccionação das actividades de enriquecimento curricular:

Artigo 16º
 

Perfil dos professores de ensino de música
 

1- Os professores de ensino de música no âmbito do presente programa devem possuir habilitações profissionais ou próprias para a docência da disciplina de educação musical ou música no ensino básico ou secundário.  

2- Os professores de música podem ainda deter as seguintes habilitações:
a) Diplomados com o curso profissional na área da música com equivalência ao 12º ano:
b) Detentores do 8º grau do curso complementar de Música, frequentado nos regime suplectivo, articulado ou integrado;
c) Outros profissionais com currículo relevante

3- Sempre que os profissionais a afectar sejam os referidos na alínea c), o currículo dos mesmos será objecto de análise por parte da CAP.

(Diário da Republica – II Série – nº115 – 16 de Junho de 2006)

tirado daqui

 

 

Relatório confuso

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Mais uma vez o Tónica Dominante fez referência aqui ao famoso relatório de avaliação do Ensino Artístico. No excerto publicado, o Ministério da Educação tenta justificar a existência de aulas individuais de instrumento, unicamente por se assistir a uma redução do nº de alunos no decorrer do século XX, não considerando por isso que possam existir certas especificidades no Ensino Artístico que obriguem a sua pratica.

 

Vejamos então novamente o relatório:

“O ensino da Música é actualmente disponibilizado em 6 conservatórios públicos, 98 escolas de ensino particular e cooperativo e em 7 escolas profissionais”

“Tem havido um número crescente de alunos que pretende estudar nos conservatórios públicos, verificando-se que a oferta existente não consegue responder satisfatoriamente à procura. Mesmo para os chamados cursos de iniciação há sempre bastantes mais pedidos de ingresso do que vagas existentes. No que se refere ao curso básico e ao estudo da maioria dos instrumentos a procura chega a ser três vezes superior à oferta que os conservatórios conseguem organizar. Para certos instrumentos pode haver 8 vagas para mais de 100 candidatos!”

Afinal sempre há muitos alunos!
Daqui conclui-se que:

“Uma expansão de oferta de cursos de natureza artística deverá ser construída equilibradamente (…) A refundação das escolas públicas do ensino especializado da Música e Dança, que deverá prever uma rede mais alargada da oferta actualmente existente, sem que tal signifique necessariamente a criação de mais conservatórios.”

Agora baralhei-me!
O que fazer a todos estes alunos que pretendem estudar música, e que sistematicamente ficam excluídos do ensino?

“Parece óbvio e os resultados deste estudo confirmam-no que a oferta de disciplina de natureza artística no ensino básico genérico é no essencial adequada”

Agora já percebi: os mais pobrezinhos têm que se contentar com as actividades de “desenriquecimento” curricular oferecidas pelas escolas de ensino regular, enquanto que os mais afortunados poderão pagar uma propina nas escolas particulares de Ensino Artístico Especializado. É isto a verdadeira democratização do ensino.

 

 

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