Para assistir à condenação à morte do Ensino Artístico Especializado, aconselho vivamente a visita a três blogues de referência: Ideias Soltas, Movarte e Tónica Dominante.
Tudo aí já foi dito à cerca do plano de extermínio do Ensino Artístico, elaborado pelo Ministério de Educação.
Realçando e citando a ideia lançada pelo Tónica Dominante , é imperioso que Portugal se actualize.
A publicação que fiz neste blog intitulada “Uma aula por Rubinstein”, não foi mais do que um devaneio saudosista que devo corrigir, visto que está completamente desajustada dos requisitos da vida do português moderno. Por isso caro leitor, não lhe ponha os olhos nem os ouvidos em cima, porque a partir de agora este modelo antiquado de aula de instrumento finalmente vai terminar.
Os Conservatórios vão aderir aos tempos modernos. Em vez de aulas individuais, vão ter aulas de grupo com um professor moderno (perfeitamente apto para gerir uma classe de grupo), alunos modernos, pianos modernos com headphones (ver foto), música moderna, tudo isto bem ao jeito do método Yamaha.
Por ultimo, o fim tão almejado de algumas disciplinas de conteúdos obsoletos como a História da Música e Acústica Musical. Para já não falar da redução do número de três horas semanais para uma hora semanal da inútil disciplina de Análise e Técnicas de Composição – (a meu ver uma medida tímida – que se acabe já com ela também!) .
Com isto novos tempos se avizinham: ensino de excelência capaz de formar novos públicos plenos de entendimento para poderem desfrutar das peças do La Feria (aqui tão perto), dos concertos da Ruth Marlene do Toy e do Joy e outros tantos de tão difícil conteúdo.
