Fui ver, esta noite, no Teatro Nacional S. João, Olga Roriz a interpretar com o seu corpo, Electra. As opiniões aplaudiram, e não me vou pronunciar sobre isso.
Mas já há muito tempo que não andava a pé pelas ruas próximas da Praça da Batalha, e a desolação é uma realidade. O chafariz logo alí na Praça estava seco e cheio de lixo; o percurso até à Praça dos Poveiros, passando pela Igreja de Sto. Ildefonso, é confrangedor. Edifícios em ruínas, os pavimentos de granito, novos, todos partidos, as ruas sujas com mau cheiro. E então surpreendo um diálogo de um casal, que também passava, assim:
-o homem – a rua cheira mal
-a mulher – cheira a mijo; tu não vês que esta juventude bebe muito, tem de mijar muito.
Ultrapassaram o realismo da Olga Roriz; valeu a saída.
O ciclo Nomadic.0910 – encontros entre arte e ciência
orgulha-se de apresentar a primeira exposição retrospectiva
de ilustrações de Yuriy Pogorelov, professor de Física da
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. ler mais
Esta é para a Sofia ouvir com muita atenção
Presta atenção, Marta
COCO CHANEL & IGOR STRAVINSKY estreou em Portugal a 3 Dezembro de 2009, um filme de Jan Kounen, relata a história de um suposto romance entre Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen) e Coco Chanel(Anne Mouglalls), logo após a Revolução Russa.
Paris 1913. No Teatro dos Campos Elísios, Igor Stravinsky apresenta “A Sagração da Primavera”. Coco Chanel assiste à estreia e fica hipnotizada…
Mas o trabalho revolucionário é demasiado moderno e radical: o público enfurecido mostra o seu desagrado vaiando-o. Segue-se o tumulto.
Stravinsky está inconsolável. Sete anos mais tarde, já rica, respeitada e com sucesso, Coco Chanel reencontra Stravinsky – um refugiado falido que vive no exílio em Paris após a Revolução Russa.
A atracção entre eles é imediata e electrizante. Coco oferece a Stravinsky a sua nova villa, situada em Garches, para que ele possa trabalhar.
Ele aceita e muda-se de imediato com os seus filhos e com a mulher tuberculosa. Assim começa a apaixonante e intensa aventura amorosa entre estes dois gigantes criativos…
Ainda em exibição na Sala 4 do cinema Medeia Cidade do Porto.
Vêr programa aqui
Esta máquina foi construída pela Sharon Wick School – Faculdade de Engenharia da Universidade de Iowa com a colaboração do conservatório de Música Robert M. Trammell..
Surpreendentemente, 97% dos componentes de máquinas vieram da John
Deere Industries and Irrigation Equipments de Bancroft, Iowa ….sim equipamentos agrícolas!
A equipa gastou 13.029 horas entre o set-up, alinhamento, calibragem e ajustes antes de filmar este vídeo que está neste momento em exibição no Matthew Gerhard Alumni Hall. Vai ser doado ao Museu Smithsonian.
Há 50 anos, que num brutal acidente de viação, morreu Albert Camus. Foi o escritor da minha geração, e meu em particular. Em 1959 fui a primeira vez a Paris, e recordo-me do entusiasmo, na esperança de encontrar Camus nas bancas dos “bouquinistes”, porque o dinheiro não dava para mais. Foi o escritor do absurdo, e da liberdade.


