electra

2010 Fevereiro 7
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por c.c.



Fui ver, esta noite, no Teatro Nacional S. João, Olga Roriz a interpretar com o seu corpo, Electra. As opiniões aplaudiram, e não me vou pronunciar sobre isso.

Mas já há muito tempo que não andava a pé pelas ruas próximas da Praça da Batalha, e a desolação é uma realidade. O chafariz logo alí na Praça estava seco e cheio de lixo; o percurso até à Praça dos Poveiros, passando pela Igreja de Sto. Ildefonso, é confrangedor. Edifícios em ruínas, os pavimentos de granito, novos, todos partidos, as ruas sujas com mau cheiro. E então surpreendo um diálogo de um casal, que também passava, assim:

-o homem – a rua cheira mal

-a mulher – cheira a mijo; tu não vês que esta juventude bebe muito, tem de mijar muito.

Ultrapassaram o realismo da Olga Roriz; valeu a saída.

o galo garnisé

2010 Janeiro 25
por c.c.
Havia no galinheiro da casa dos meus verdes anos, um casal de garnisés que provocava incessantemente, guerras ferozes entre os demais galináceos. De pequeno porte mas espaventoso, atiçavam a desordem, e esvoaçavam de imediato para a copa de uma laranjeira. O garnisé é assim; pequeno, atrevido e cobarde.
Sarcástico, não o galo, mas no Homem-Garnisé aqui, este texto, merece mesmo ser lido.

O homem-garnisé é dono da verdade absoluta, aquela de que todos os outros foram despojados aquando de um infeliz episódio com uma serpente e uma maçã. Total nas convicções – feitas de infâmias, cobardia e despeito –, o homem-garnisé deita as cartas de forma imponente, vai sempre a jogo, ainda que não lhe conheça as regras. (…)

divirtam-se…

2010 Janeiro 23
por c.c.

nos MAUS HÁBITOS

2010 Janeiro 23
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por c.c.

Inauguração 23 Janeiro às 18h

23 Janeiro a 28 Fevereiro

O ciclo Nomadic.0910encontros entre arte e ciência

orgulha-se de apresentar a primeira exposição retrospectiva

de ilustrações de Yuriy Pogorelov, professor de Física da

Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.  ler mais

Musette

2010 Janeiro 14
por c.c.

Esta é para a Sofia ouvir com muita atenção

Horowitz plays Schubert Moment Musical No. 3 in minor

2010 Janeiro 10
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por c.c.

Presta atenção, Marta

COCO CHANEL & IGOR STRAVINSKY

2010 Janeiro 9
por artimanha

COCO CHANEL & IGOR STRAVINSKY estreou em Portugal a 3 Dezembro de 2009, um filme de Jan Kounen, relata a história de um suposto romance entre Igor Stravinsky (Mads Mikkelsen) e Coco Chanel(Anne Mouglalls), logo após a Revolução Russa.

Paris 1913. No Teatro dos Campos Elísios, Igor Stravinsky apresenta “A Sagração da Primavera”. Coco Chanel assiste à estreia e fica hipnotizada…

Mas o trabalho revolucionário é demasiado moderno e radical: o público enfurecido mostra o seu desagrado vaiando-o. Segue-se o tumulto.

Stravinsky está inconsolável. Sete anos mais tarde, já rica, respeitada e com sucesso, Coco Chanel reencontra Stravinsky – um refugiado falido que vive no exílio em Paris após a Revolução Russa.

A atracção entre eles é imediata e electrizante. Coco oferece a Stravinsky a sua nova villa, situada em Garches, para que ele possa trabalhar.
Ele aceita e muda-se de imediato com os seus filhos e com a mulher tuberculosa. Assim começa a apaixonante e intensa aventura amorosa entre estes dois gigantes criativos…

Ainda em exibição na Sala 4 do cinema Medeia Cidade do Porto.

Cultura em debate

2010 Janeiro 8
por c.c.

Vêr programa aqui

Extraordinaire instrument

2010 Janeiro 5
por artimanha

Esta máquina foi construída pela Sharon Wick School – Faculdade de Engenharia da Universidade de Iowa com a colaboração do conservatório de Música Robert M. Trammell..

Surpreendentemente, 97% dos componentes de máquinas vieram da John
Deere Industries and Irrigation Equipments de Bancroft, Iowa ….sim equipamentos agrícolas!

A equipa gastou 13.029 horas entre o set-up, alinhamento, calibragem e ajustes antes de filmar este vídeo que está neste momento em exibição no Matthew Gerhard Alumni Hall. Vai ser doado ao Museu Smithsonian.

Albert Camus

2010 Janeiro 4
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por c.c.

Há 50 anos, que num brutal acidente de viação, morreu Albert Camus. Foi o escritor da minha geração, e meu em particular. Em 1959 fui a primeira vez a Paris, e recordo-me do entusiasmo, na esperança de encontrar  Camus nas bancas dos “bouquinistes”, porque o dinheiro não dava para mais. Foi o escritor do absurdo, e da liberdade.